Auriculoterapia

O homeopata francês Paul Nogier foi o primeiro a perceber - e registrar em seus mapas auriculares - a semelhança do pavilhão auricular com o feto humano, foi movido pela curiosidade após perceber que seus pacientes tinham uma incrível melhora relacionada as dores do ciático após terem suas orelhas cauterizadas em alguns pontos. Este procedimento era feito por uma senhora* na vila onde ele atendia. No entanto, diversas civilizações da antiguidade (chineses – que já haviam dito que os rins tinham o tamanho das orelhas, japoneses, árabes, egípcios, indígenas e etc...) já utilizavam o conceito de aplicar estímulos em pontos específicos na orelha com a finalidade de suavizar dores e outros males: eram utilizadas agulhas, farpas de bambu, cauterizações e massagens. Essa forma de terapia vem sendo empregada com o nome de aurículoterapia, também conhecida como acupuntura auricular ou ainda auriculopuntura. Hoje, os materiais – obviamente, como tudo evolui, já não são mais tão rudimentares, tornando esta prática muito segura e muito pouco invasiva.

A aurículoterapia utiliza várias técnicas de aplicação, dentre elas técnicas derivadas da acupuntura chinesa, acupuntura japonesa e outras ainda desenvolvidas mais recentemente. Nas sessões de Aurículoterapia, alem das famosas agulhas de acupuntura e agulhas específicas para esta técnica, costuma-se pontuar a orelha com vários materiais, como por exemplo, micro-esferas metálicas, sementes de mostarda, micro-esferas  de cristais (eu particularmente eu prefiro esta!), moxa (incenso composto de ervas chinesas – muito eficiente para vascularização e dores), estímulos eletrônicos e magnéticos através de imãs e também por pastilhas de silício.

Existem também varias formas de localização destes pontos, herdadas das técnicas chinesas, japonesas e também Francesas e também diversos mapas: Os mapas japoneses divergem um pouco dos mapas chineses, e os mapas dos franceses tem coincidências dos dois anteriores e alguns pontos com nomes mais adaptados aos ocidentais, curiosamente, por exemplo o ponto chamado “chocolate”.

Você pode estar se perguntando agora “Qual é a melhor” ou “Qual é mais eficaz”. Alguns terapeutas fazem uso de uma corrente específica: há quem não abra mão de manter uma linha mais chinesa ou mais japonesa, mas existem também os que acreditam na mescla destas correntes. Acredito que o sucesso da aplicação esta na capacidade do terapeuta de entender o que esta acontecendo com o cliente e assim conduzir a aplicação e isso depende da sua intimidade os mapas e com as técnicas de aplicação, podendo ou não lançar mão de conceitos mistos.

É necessário que exista uma periodicidade nas aplicações, o que deve ser de 5 a 7 dias até a próxima consulta, podendo haver recomendações diferentes destas. Alguns casos podem ser resolvidos com uma sessão: já foi observado com pessoas que queriam largar o cigarro e também com dores nas costas. No entanto isso varia de pessoa para pessoa.

Benefícios:

- Auxilia o metabolismo do organismo, melhorando a circulação sanguínea, o funcionamento das glândulas e dos órgãos resultando num corpo mais saudável.

- Proporciona alívio de dores em geral.

- Melhora a resposta do organismo a tratamentos médicos e outras terapias.

- Melhora Estados de stress, depressão, cansaço excessivo e outros fatores de ordem emocional.

- Empregado no combate a compulsões, vícios como o cigarro, álcool e outros fatores.

- Pode ser usada também de forma preventiva: mantendo os sistemas sempre equilibrados e saudáveis.

- Existe também o emprego desta terapia com a finalidade estética!

OBS: este tipo de terapia não substitui cuidados médicos e mulheres gestantes não devem fazer uso da mesma.

Publicado por: Fernando Ribeiro da Silva